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Deputada pede retirada das tropas policiais do Jacarezinho

Não é segredo para mais ninguém o que tem acontecido no Jacarezinho. Moradores da favela da Zona Norte têm denunciado os abusos cometidos por policiais do Cidade Integrada, programa do governo estadual de enfrentamento do tráfico e da milícia. Junto com lideranças sociais e outros parlamentares, a deputada estadual Mônica Francisco está solicitando que o governo retire do Jacarezinho o Batalhão de Choque e o Bope, uma vez que essas tropas foram criadas para outros fins e não contam com agentes preparados para fazer policiamento comunitário.  Para protestar contra a situação, a Frente Ampla de Defesa do Jacarezinho e de Manguinhos organizou o Ocupa Jaca, movimento para dar voz ao morador da favela afetado pelo Cidade Integrada.

“As tropas que ocupam o Jacarezinho não atuam como polícia de proximidade, portanto, não devem permanecer na favela. Nosso mandato está recebendo muitos relatos de moradores, como invasão de casas, furtos, tiroteios, roubos e até estupro. É muito grave o que ocorre lá”, diz a deputada.   

Mônica Francisco já conversou com o subsecretário de Governo, Rafael Thompson, e foi procurada pelo coordenador geral do programa Cidade Integrada, Allan Borges, para tratar do assunto e pedir audiência com o governador Cláudio Castro.  

O mandato de Mônica Francisco está à frente da articulação da Frente Ampla de Defesa do Jacarezinho e de Manguinhos. A deputada estadual vem organizando e coordenando as reuniões da frente, que é formada por movimentos sociais, moradores e instituições atuantes nos territórios (como Fiocruz), Conselho Comunitário de Manguinhos, Federação das Associações de Favelas do Estado do RJ (Faferj), Portal Favelas, Associação Juízes para a Democracia (AJD), Movimento Popular de Favelas e outros mandatos parlamentares.  Com o Ocupa Jaca, no sábado (19/3), os moradores e demais lideranças tentaram chamar atenção para a situação.

Diante do teor das denúncias e o histórico da ocupação prolongada do território pelas forças de segurança pública, o mandato de Mônica Francisco ainda defende a adoção de mecanismos de controle da atividade policial. A utilização de câmeras corporais é um dos mecanismos adotados internacionalmente e comprovadamente eficaz. Por isso, em fevereiro, foi protocolado, na Alerj ,um Projeto de Lei Nº 5297/2022, propondo que o Poder Executivo instale câmeras em todos os agentes envolvidos em programas de segurança pública que envolvam ocupação prolongada do território, como o Programa Cidade Integrada.

Com investimento previsto de R$ 500 milhões, o Cidade Integrada foi anunciado em janeiro como um projeto de “retomada” de territórios dominados pelo tráfico e pela milícia. O Jacarezinho é a primeira comunidade escolhida para receber o programa.      


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