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Funcionários da Riotrilhos têm demissão revogada

Os funcionários da Riotrilhos tiveram a demissão revogada pelo governo do Estado nesta terça-feira (12/4). O recuo do governo ocorre quatro dias depois da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro promover audiência pública sobre a dispensa coletiva dos funcionários da empresa pública e em meio à tentativa de Claudio Castro de conter a crise no transporte público que atinge os usuários dos trens da Supervia.  

Há quatro dias, a Comissão de Trabalho da Alerj realizou uma audiência pública para debater o processo de dispensa coletiva de cerca de 60  funcionários da Riotrilhos. Na ocasião, a presidente da comissão, a deputada estadual Mônica Francisco, manifestou preocupação com a segurança dos passageiros do metrô e das barcas – uma vez que os empregados da companhia pública respondem pela fiscalização de ambos os modais por meio de um convênio com a Agetransp, agência reguladora que não dispõe de mão de obra especializada para realizar o serviço.  

“A decisão do governo é resultado da luta dos trabalhadores que buscaram o diálogo. Eles são técnicos experientes, e a dispensa coletiva poderia levar à falta de fiscalização das barcas e do metrô, que já acumulam queixas de tarifas altas e de queda na qualidade do serviço”, disse a deputada.     

Com o recuo do governo, os funcionários da Riotrilhos começam a receber, nos próximos dias, telegramas formalizando o cancelamento da rescisão de contrato de trabalho. Em documento dirigido à diretoria de Administração e Finanças da Riotrilhos, o diretor-presidente da companhia pública, Gilberto Gueiros da Silva, determina que, além de comunicar aos funcionários de forma oficial a revogação das dispensas, as chefias dos empregados devem ser informadas da medida e restituí-los às suas unidades de origem imediatamente. 


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